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Minha primeira oração pública VE 29

Voltei para casa e de novo me pus perante o Senhor, prometendo fazer tudo que Ele pudesse exigir de mim, se tão somente o sorriso de Jesus me animasse o coração. Foi-me apresentado o mesmo dever que antes me perturbara o espírito — tomar a minha cruz entre o povo de Deus congregado. A oportunidade não tardou; naquela noite, em casa de meu tio, havia uma reunião de oração à qual assisti. VE 29.3

Ao ajoelharem-se os outros para orar, prostrei-me com eles, trêmula. E, depois de haverem orado algumas pessoas, alcei a voz em oração, antes que disso me apercebesse. Naquele instante, as promessas de Deus pareceram-me semelhantes a tantas pedras preciosas que deveriam ser recebidas apenas pelos que as pedissem. Enquanto orava, o peso e agonia de alma que havia tanto tempo eu suportava, deixaram-me, e a bênção do Senhor desceu sobre mim, semelhante ao orvalho brando. Louvei a Deus de todo o meu coração. Tudo parecia excluído de mim, exceto Jesus e Sua glória, e perdi consciência do que se passava em redor. VE 29.4

O Espírito de Deus pousou sobre mim com tal poder que não pude ir para casa aquela noite. Quando voltei a mim, estava sendo tratada em casa de meu tio, onde nos tínhamos congregado para a reunião de oração. Nem meu tio nem minha tia fruíam a religião, posto que ele já houvesse feito profissão de fé, havendo esmorecido depois. Contaram-me que, enquanto o poder de Deus se apossava de mim de maneira tão peculiar, ele ficara grandemente perturbado e andara pela sala, sofrendo incomodidade e angústia de espírito. VE 30.1

Quando a princípio caí, alguns dos presentes ficaram grandemente alarmados e estavam para correr em busca de médico, julgando que alguma indisposição súbita e perigosa me houvesse acometido; mas minha mãe lhes disse que me deixassem só, pois era evidente para ela e para os outros cristãos experientes, que fora o maravilhoso poder de Deus que me prostrara. Quando voltei para casa, no dia seguinte, grande mudança ocorrera em meu espírito. Dificilmente parecia ser eu a mesma pessoa que deixara a casa de meu pai na noite anterior. Esta passagem estava continuamente em meu pensamento: “O Senhor é meu pastor: nada me faltará.” Salmos 23:1. Meu coração transbordava de felicidade, enquanto eu suavemente repetia essas palavras. VE 30.2