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    Capítulo.3 - Desafios Da Cídade

    A obra de Satanás é evidente nas cidades - Satanás está ativamente em operação em nossas cidades populosas. Sua obra é observada na confusão, na luta e discórdia entre o capital e o trabalho, bem como na hipocrisia que penetrou nas igrejas. Para que as pessoas não tenham tempo para meditação, Satanás as leva para uma rotina de frivolidades 1Definição do século XIX: festas, folias. e busca de prazeres, de comidas e bebidas. Enche-as da ambição de se exibirem, para que se exaltem. Passo a passo, o mundo está ficando nas condições que reinavam nos dias de Noé. Todo crime que se possa imaginar é cometido. A concupiscência da carne, a soberba dos olhos, a ostentação do egoísmo, o abuso do poder, a crueldade e a força empregados para fazer com que os homens se liguem às confederações e sindicatos - atando a si mesmos em feixes para a queima dos grandes fogos dos últimos dias -, tudo isso é operação de instrumentos satânicos. A esse círculo de crime e de loucura o ser humano chama “vida”. [...]MPC 30.1

    O mundo que age como se não houvesse Deus, absorto em empreendimentos egoístas, cedo sofrerá repentina destruição, e não escapará. Muitos continuam na descuidada satisfação própria, até que se tornam tão cansados da vida, que se suicidam. Danças, bebedeiras, o vício de fumar e a satisfação dos desejos sexuais levam os homens como bois para o matadouro. Satanás opera com todos os seus artifícios e com seus enganos para manter os seres humanos marchando, como cegos, para a frente, até que o Senhor Se erga de Seu lugar, para castigar os habitantes da Terra por causa de suas iniquidades, quando a Terra exporá seu sangue e não mais enterrará seus mortos. O mundo inteiro parece estar em marcha para a morte (Manuscrito 139, 1903; Ev, 26).MPC 30.2

    Agentes satânicos organizam a oposição à lei de Deus - Pessoas têm se aliado para se opor aos exércitos do Senhor. Essas alianças continuarão até que Cristo deixe Seu lugar de intercessor diante do propiciatório e vista as roupas da vingança. Agentes satânicos encontram-se em todas as cidades, ocupados em organizar os grupos que se opõem à lei de Deus. Alguns que professam ser santos e outros declaradamente incrédulos filiam-se a esses partidos. Não é hora de o povo de Deus mostrar fraqueza. Não podemos deixar de ficar alerta um momento sequer (T8, p. 42 [1904]).MPC 30.3

    O conflito entre o bem e o mal continuará enquanto o tempo durar - Terrível é a luta que se trava entre as forças do bem e do mal em centros importantes nos quais os mensageiros da verdade são chamados ao trabalho. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue”, declarou Paulo, “mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século” (Ef 6:12). Até o fim dos tempos haverá conflito entre a igreja de Deus e os que estão sob o controle dos anjos maus (AA, p. 219 [1911]).MPC 31.1

    Agentes satânicos dificultam o trabalho nas cidades - Nós não compreendemos a que extensão os agentes de Satanás estão trabalhando nessas grandes cidades. A obra de levar a mensagem da verdade presente perante o povo está se tornando cada vez mais difícil. É essencial que novos e variados talentos se unam em inteligente trabalho pelo povo (Carta 168, 1909; MS, p. 300).MPC 31.2

    Pobreza E Desemprego

    As pessoas foram criadas para a atmosfera do Céu - Os seres humanos não foram criados para se sujeitar à pobreza, à enfermidade e ao sofrimento, para uma descuidada desatenção às suas carências físicas e espirituais, mas para a dignidade, a pureza e a elevação do caráter nesta vida, e para a alegria indescritível e cheio de glória na futura vida imortal. As misericórdias de Deus são distribuídas e diversificadas por toda a Terra; e, se o ser humano fosse obediente às leis da natureza, não haveria uma décima parte da miséria que agora existe. A saúde e a vida são postas em perigo pela tolerância para com o apetite. Nossos sofrimentos resultam com mais frequência do uso imprudente da fartura do que da escassez. Os homens jovens de nossas grandes e pequenas cidades são rodeados de tentações para condescender com o apetite pervertido. A pílula do vício é muito atraente; como as maçãs de Sodoma, parece bela por fora, mas contém cinzas por dentro (FPR, 30 de março de 1879).MPC 31.3

    As dificuldades dos pobres requerem auxílio urgente - Há nas grandes cidades multidões que recebem menos cuidado e consideração do que os que são concedidos aos animais irracionais. Pensem nas famílias amontoadas como rebanhos em miseráveis cortiços, sombrios porões, muitos deles exalando umidade e imundície. Nesses sórdidos lugares, as crianças nascem, crescem e morrem. Nada veem das belezas naturais que Deus criou para deleitar os sentidos e elevar o coração. Rotas e quase morrendo de fome, vivem elas entre os maus hábitos e a depravação, moldadas no caráter pela miséria e o pecado que as rodeia. As crianças só ouvem o nome de Deus de maneira profana. A linguagem suja, as imprecações e os insultos enchem-lhes os ouvidos. As exalações da bebida e do fumo, nocivos maus cheiros e degradação moral pervertem-lhes os sentidos. Assim, se preparam multidões para se tornarem criminosos, inimigos da sociedade que os abandonou à miséria e à degradação.MPC 31.4

    Nem todos os pobres dos becos das cidades pertencem a essa classe. Homens e mulheres tementes a Deus têm sido levados aos extremos da pobreza por doença ou infortúnio, muitas vezes causados pelos desonestos planos dos que vivem à custa dos semelhantes. Muitos que são retos e bemintencionados ficam pobres por falta de preparo profissional. Por ignorância, se acham inaptos para lutar com as dificuldades da vida. Vagando sem rumo pelas cidades, são muitas vezes incapazes de achar emprego. Rodeados de cenas e sons atrativos para o vício, são sujeitos a terríveis tentações. Associados e muitas vezes classificados com os viciados e os degradados, é somente por uma luta sobre-humana, um poder acima do finito, que podem ser preservados de cair no mesmo abismo. Muitos se apegam firmemente a sua integridade, preferindo sofrer a pecar. Essa classe, em especial, requer auxílio, solidariedade e ânimo (CBV, p. 189, 190 [1905]).MPC 32.1

    Com frequência, os pobres não sabem onde buscar alívio - Multidões lutam contra a pobreza, obrigadas a trabalhar arduamente por salários ínfimos, sem poderem adquirir as coisas mais indispensáveis à vida. O cansaço e as privações, sem a menor esperança de coisas melhores, tornam-lhes muito pesada a carga. Se a isso forem acrescentadas a enfermidade e a dor, então sua vida se torna quase insuportável. Minadas pelas preocupações e oprimidas, não sabem onde buscar alívio (T9, p. 90 [1909]).MPC 32.2

    A Exploração Dos Pobres Pelos Ricos

    Os ricos se tornam abastados ao oprimir outras pessoas - O inimigo tem conseguido perverter a justiça e encher do desejo de ganho egoísta o coração das pessoas. “A justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar” (Is 59:14). Nas cidades grandes há multidões vivendo em pobreza e miséria, quase privadas de alimento, abrigo e vestuário, ao passo que nas mesmas cidades há os que têm mais do que o coração poderia desejar, que vivem no luxo, gastando o dinheiro com casas ricamente mobiladas, com adornos pessoais, ou, pior ainda, com a satisfação dos desejos sexuais, com bebidas alcoólicas, fumo e outros artigos que destroem as capacidades mentais, desequilibram a mente e degradam a vida. Sobem para Deus os clamores da humanidade que perece de fome, ao mesmo tempo em que, por toda sorte de opressões e extorsões, as pessoas acumulam enormes fortunas (T9, p. 11, 12 [1909]).MPC 32.3

    Deus proíbe o enriquecimento às custas da exploração do pobre — A Palavra de Deus não aprova nenhum plano que enriqueça uma classe pela opressão e o sofrimento de outra. Em todas as nossas transações comerciais, ela nos ensina a colocar-nos no lugar daqueles com quem estamos tratando, a considerar, não somente o que é nosso, mas também o que é dos outros. Aquele que se aproveitasse do infortúnio de outro para se beneficiar a si mesmo, ou que buscasse para si lucros por meio da fraqueza ou incompetência de outros seria um transgressor, tanto dos princípios como dos preceitos da Palavra de Deus (CBV, p. 187 [1905]).MPC 33.1

    O ano sabático e o jubileu promoviam a igualdade social - O Senhor queria restringir o amor desordenado à propriedade e ao poderio. Grandes males resultariam da acumulação contínua da riqueza por uma classe, e da pobreza e degradação por outra. Sem restrição alguma, o poderio dos ricos se tornaria um monopólio, e os pobres, se bem que sob todos os aspectos perfeitamente tão dignos à vista de Deus, seriam consi-derados e tratados como inferiores aos seus irmãos mais prósperos.MPC 33.2

    A consciência dessa opressão despertaria as paixões das classes mais pobres. Haveria um sentimento de aflição e desespero que teria como tendência desmoralizar a sociedade e abrir as portas aos crimes de toda espécie. Os estatutos que Deus estabelecera destinavam-se a promover a igualdade social. As disposições do ano sabático e do jubileu em grande medida colocariam em ordem aquilo que no intervalo anterior havia ido mal na economia social e política da nação (PP, p. 534 [1890]).MPC 33.3

    Alguns Prestam Auxílio

    Compassiva ajuda aos pobres - Há homens e mulheres de grande coração, os quais meditam ansiosamente na situação dos pobres, e nos meios pelos quais possam ser aliviados. Um problema para o qual muitos estão buscando uma solução é como os desempregados e os que não têm lar podem ser ajudados em obter as bênçãos comuns da providência de Deus e viver a vida que Ele planejava que o ser humano vivesse. Mas não há muitos, mesmo entre educadores e estadistas, que compreendam as causas que se acham no fundo do atual estado da sociedade. Os que controlam o governo são incapazes de resolver o problema da corrupção moral, da pobreza, da miséria e do crime crescente. Estão lutando em vão para colocar as operações comerciais em base mais segura (CBV, p. 183 [1905]).MPC 33.4

    Sindicatos

    Os sindicatos contribuem para aumentar as dificuldades na cidade - Em razão de monopólios, sindicatos e greves, as condições da vida nas cidades estão se tornando cada vez mais difíceis. Sérias aflições encontram-se perante nós; e sair das cidades se tornará uma necessidade para muitas famílias (CBV, p. 364 [1905]).MPC 34.1

    Obreiros em perigo devido aos sindicatos - Em todas as nossas cidades haverá uma ligação em grupos pelas confederações e uniões formadas. Homens dominarão outros homens e deles exigirão muita coisa. A vida dos que recusam se ligar a essas uniões estará em perigo. Tudo está sendo preparado para a última grande obra a ser feita por Aquele que é poderoso para salvar e poderoso para destruir (Manuscrito 145, 1902; MR3, p. 42).MPC 34.2

    Pertencer a um sindicato impede a guarda do Decálogo - Essas uniões são um dos sinais dos últimos dias. Os homens estão se unindo em feixes prontos para ser queimados. Podem eles ser membros da igreja, mas, enquanto pertencerem a essas uniões, possivelmente não poderão observar os mandamentos de Deus, pois pertencer a essas uniões significa desrespeitar todo o Decálogo (Carta 26, 1903; Mar, p. 180).MPC 34.3

    Entre os esforços finais de Satanás está a formação de sindicatos - A formação dessas uniões trabalhistas é um dos últimos esforços de Satanás. Deus chama Seu povo a sair das cidades, isolando-se do mundo. Virá o momento em que terão que fazer isso. Deus cuidará daqueles que O amam e guardam os Seus mandamentos (Carta 26, 1902; MR3, p. 43).MPC 34.4

    Contaminados Pela Cultura Popular

    Recursos desperdiçados com diversões sem valor - A vida nas cidades é falsa e artificial. A intensa paixão de ganhar dinheiro, o vendaval da agitação e da corrida aos prazeres, a sede de ostentação, de luxo e extravagância, tudo são forças que, no que diz respeito à maioria da humanidade, desviam o espírito do verdadeiro desígnio da vida. Abrem a porta para milhares de males. Essas coisas exercem sobre a juventude uma força quase irresistível.MPC 34.5

    Uma das mais sutis e perigosas tentações que assaltam as crianças e jovens nas cidades é o amor aos prazeres. São diversos feriados; jogos e corridas de cavalos arrastam milhares, e a onda de satisfação e prazer atrai-os para longe dos simples deveres da vida. O dinheiro que deveria haver sido economizado para melhores fins é desperdiçado em divertimentos (CBV, p. 364 [1905]).MPC 35.1

    As cidades tornam-se como Sodoma e Gomorra - As cidades de nosso tempo tornam-se rapidamente como Sodoma e Gomorra. Os muitos feriados estimulam a ociosidade. Os divertimentos - o teatro, corridas de cavalo, jogos, as bebidas alcoólicas, banquetes e orgias - estimulam ao extremo todos os desejos. A juventude é arrastada pela corrente popular. Aqueles que aprendem a amar os divertimentos apenas pelo prazer abrem a porta para uma onda de tentações. Entregam-se a prazeres sociais 2Definição do século XIX: festas, folias. e satisfações loucas, e sua relação 3Definição do século XIX: comunicação, interação. com os amantes de prazeres tem efeito intoxicante sobre a mente. São arrastados de uma a outra forma de dissipação, até perderem, não apenas o desejo como a capacidade para a vida útil. Suas aspirações religiosas esfriam; a vida espiritual é obscurecida. Todas as nobres capacidades da mente, tudo que liga o homem ao mundo espiritual é rebaixado (PJ, p. 54, 55 [1900]).MPC 35.2

    Desrespeitada a liberdade de ação individual - A própria atmosfera dessas cidades está cheia de contaminação destrutiva. Não se respeita a liberdade de ação individual; o tempo de um homem não é considerado como sendo realmente seu; espera-se que proceda como os demais. [...]MPC 35.3

    A dedicação às diversões e a observância de tantos feriados proporcionam grande ocupação aos tribunais, aos oficiais e juízes, e aumentam a pobreza e a miséria, que não precisariam estar aumentando (SpTEd, p. 88 [1897]; FEC, p. 313).MPC 35.4

    Crianças sem supervisão criam relações prejudiciais - Pais, com a família, afluem às cidades porque na sua fantasia pensam ser mais fácil ganhar o pão ali do que no campo. Os filhos, não tendo nada que fazer quando não estão na escola, obtêm a educação da rua. Das más relações adquirem maus hábitos e desregramento. Os pais veem tudo isso, mas exigiria um sacrifício corrigir seu erro, e assim eles as deixam ficar onde estão, até que Satanás ganhe controle completo sobre seus filhos (T5, p. 232 [1882]).MPC 35.5

    Poluição Ambiental

    A poluição frequentemente põe em risco a saúde - O ambiente material das cidades constitui muitas vezes um perigo para a saúde. O estar constantemente sujeito ao contato com doenças, o predomínio de ar poluído, água e alimento impuros, as casas cheias, obscuras e insalubres, são alguns dos males a enfrentar. Não era desígnio de Deus que o povo se aglomerasse nas cidades, se amontoasse em habitações coletivas (CBV, p. 365 [1905]).MPC 36.1

    O ambiente urbano acrescenta problemas de saúde para os enfermos - O barulho, a confusão e agitação das cidades, sua vida constrangida e artificial, são muito fatigantes e exaustivos para o doente. O ar, carregado de fumaça e pó, de gases venenosos e de germes de doenças, constitui um perigo para a vida. Os doentes se encerram, na maioria dos casos, dentro de quatro paredes, e chegam a se sentir, por assim dizer, prisioneiros em seu quarto. Ao olharem para fora, os olhos avistam casas, calçadas, multidões apressadas, sem ter talvez uma pequena porção do céu azul ou da luz do sol, de relvas verdes, flores ou árvores. Assim contaminados, detêm-se em seus sofrimentos e dores, tornandose presa dos próprios pensamentos tristes.MPC 36.2

    E para os que são fracos em poder moral, as cidades são cheias de perigos. Nelas, os doentes que têm apetites pervertidos a vencer se encontram continuamente expostos à tentação. Eles necessitam ser colocados em novos ambientes, onde haja novo rumo à corrente de seus pensamentos; precisam ser postos sob influências inteiramente diversas das que lhes tornaram infeliz a vida e, por algum tempo, afastados de tudo que desvia de Deus, para uma atmosfera mais pura (CBV, p. 262, 263 [1905]).MPC 36.3

    Crime E Corrupção

    Existe uma “epidemia de crime” por toda parte - Vivemos em meio de uma epidemia de crime, diante da qual ficam estupefatos os homens zelosos e tementes a Deus em toda parte. A corrupção que predomina está além da descrição humana. Cada dia traz novas revelações de conflitos políticos, de subornos e fraudes. Cada dia traz seu doloroso registro de violência e transgressão, de indiferença aos sofrimentos do próximo, de brutal e diabólica destruição de vidas humanas. Cada dia testifica do aumento da loucura, do assassinato, do suicídio. Quem pode duvidar que agentes satânicos se achem em operação entre os homens, numa atividade crescente, para perturbar e corromper a mente, contaminar e destruir o corpo?MPC 36.4

    E enquanto o mundo se acha cheio desses males, o evangelho é tantas vezes apresentado de maneira tão indiferente, que não produz senão uma fraca impressão na consciência ou vida das pessoas. Há por toda parte corações clamando por qualquer coisa que não possuem (CBV, p. 142, 143 [1905]).MPC 37.1

    Cidades cheias de crime no mundo inteiro - Em todo o mundo, as cidades estão se tornando ambiente propício para os maus hábitos. Por toda parte se vê e ouve o que é mau, e encontram-se coisas que estimulam a sensualidade e o desregramento. Tem aumentado incessantemente a onda da corrupção e do crime. Cada dia acontece um registro de violência: roubos, assassinatos, suicídios e crimes indescritíveis (CBV, p. 363 [1905]).MPC 37.2

    O aumento do crime resulta da rejeição de Deus - Realmente está vindo uma culpabilidade quase universal rapidamente sobre os habitantes das cidades, devido ao constante aumento de notória impiedade. [...]MPC 37.3

    De século a século, Satanás tem procurado conservar os seres humanos na ignorância dos beneficentes desígnios de Jeová. Ele tem procurado desviar-lhes de vista os grandes fatos da lei de Deus - os princípios de justiça, misericórdia e amor nela contidos. Os homens se gloriam do maravilhoso progresso e esclarecimento do século em que estão agora vivendo, mas Deus vê a Terra cheia de iniquidade e violência. Declaram os homens que a lei de Deus foi anulada, que a Bíblia não é autêntica; e como resultado, uma maré de males, tal como não se tem visto desde os dias de Noé e do apóstata Israel, está tomando conta do mundo. Nobreza de coração, bondade, piedade são trocadas para satisfazer a cobiça por coisas proibidas. O negro registro de crimes cometidos pelo amor ao ganho é suficiente para fazer gelar o sangue e encher o coração de horror.MPC 37.4

    Nosso Deus é misericordioso. Com longanimidade e terna compaixão Ele trata com o transgressor da Sua lei. E, contudo, nestes nossos dias, quando homens e mulheres têm tantas oportunidades para se familiarizar com a divina lei como revelada nas Santas Escrituras, o grande Governador do Universo não pode olhar com satisfação alguma as ímpias cidades, onde reina a violência e o crime. O fim da tolerância de Deus com os que persistem na desobediência está se aproximando rapidamente (PR, p. 275, 276 [1917]).MPC 37.5

    O crime nas cidades aumenta continuamente - Os jovens de nossas cidades respiram a manchada e poluída atmosfera do crime. A má influência é então comunicada ao campo, e toda a comunidade fica contaminada. Os governantes não são homens de valor moral, mas homens bem supridos com os bens deste mundo, e não têm o desejo nem a disposição de controlar o crescimento dessa raiz de amargura que aumenta ano a ano, e é promovida e alimentada por publicações como essas que agora são vendidas em toda parte, e por histórias e descrições de práticas criminosas como as que são encontradas nos jornais do dia (Manuscrito 13 , 1895; MR10, p. 226).MPC 37.6

    Deus olha com carinho para os jovens malfeitores - [Os adultos e outros jovens veem esses menores infratores como] fracos, decadentes, sem força moral, moralmente arruinados que comunicam suas más práticas a outros. O coração dos pais é ferido. Irmãos, irmãs e familiares falam dessas pobres pessoas como casos sem esperança, mas Deus olha para eles com [...] tristeza e carinho. Ele compreende todas as circunstâncias que os levaram à tentação, que os separaram de Deus. Como podem os jovens desta geração escapar da terrível desonra de desperdiçar a herança que lhes foi dada por Deus, vendendo seu direito de primogenitura como fez Esaú [...], traindo os sagrados interesses que lhes foram confiados para bênção da humanidade? Eles condescendem com apetites descontrolados e, pela cobiça de obter dinheiro, afundam em práticas desonestas.MPC 38.1

    Esses pobres jovens precisam ser postos em contato com princípios bíblicos elevados e puros. Mas, primeiro, a obra de restauração deve começar por oferecer-lhes alimento saudável, e condições para manter limpo o corpo e o vestuário - e algumas centelhas de gratidão começarão a reluzir (Manuscrito 14a, 1897).MPC 38.2

    Os Juízos De Deus Sobre As Cidades

    A quebra da Lei traz os juízos de Deus - Estando eu em Loma Linda, Califórnia, em 16 de abril de 1906, uma cena muito assombrosa me foi revelada. Numa visão noturna, estava eu numa elevação de onde via as casas sacudidas como o vento sacode o junco. Os edifícios, grandes e pequenos, eram derrubados. Os locais de recreação, teatros, hotéis e mansões suntuosas eram sacudidos e arrasados. Muitas vidas eram destruídas e os lamentos dos feridos e aterrorizados enchiam o espaço.MPC 38.3

    Os anjos destruidores, enviados por Deus, estavam atuando. A um simples toque, os edifícios tão solidamente construídos que os homens consideravam à prova de qualquer perigo, ficavam reduzidos a um montão de escombros. Nenhuma segurança havia em parte alguma. Eu não me sentia em perigo, mas não consigo descrever as cenas terríveis que me foram apresentadas. Parecia que a paciência divina se havia esgotado, e tinha chegado o dia do juízo.MPC 38.4

    O anjo que estava ao meu lado me disse, então, que poucas pessoas se dão conta da maldade existente no mundo atual, especialmente nas grandes cidades. Declarou que o Senhor determinou um dia em que Sua ira castigará os transgressores pelo persistente menosprezo da Sua lei.MPC 39.1

    Embora terrível, a cena que me foi revelada, mas o que realmente me deixou impressionada foram as instruções que recebi nessa ocasião. O anjo que estava ao meu lado declarou que a suprema soberania de Deus, o caráter sagrado da Sua lei, devem ser manifestados aos que obstinadamente se recusam a obedecer ao Rei dos reis. Os que preferem permanecer infiéis serão feridos pelos juízos misericordiosos, a fim de que, se possível for, cheguem a despertar e se aperceber da pecaminosidade do seu procedimento (T9, p. 92, 93 [1909]).MPC 39.2

    A impiedade não se restringe a alguma cidade específica - Considere a cidade de San Francisco. O que trouxe os juízos de Deus sobre essa cidade? Lemos a resposta nas revelações que se têm feito da corrupção daqueles que ocupavam altos cargos. Corrupção, embriaguez e roubos são descobertos por todo lado. E essa condição de iniquidade não existe apenas em San Francisco. Nós, que temos a verdade, entendemos o significado dessas condições e eventos.MPC 39.3

    Vivemos no último entardecer da história da Terra. Não é o momento de cada pessoa se colocar em relação correta com Deus, para desempenhar uma parte individual na edificação do reino de Cristo? (Manuscrito 73, 1909; SAT2, p. 314, 315).MPC 39.4

    Declarações Sensacionalistas Prejudicam O Evangelismo Nas Cidades

    Não devem ser feitas declarações alarmistas - “Não muitos anos atrás, um irmão trabalhando na cidade de Nova York publicou algumas notícias muito assustadoras acerca da destruição daquela cidade. Escrevi imediatamente aos encarregados da obra ali, dizendo que não era sábio publicar tais notícias; que assim se poderia levantar uma excitação que acabaria criando um movimento fanático, prejudicando a causa de Deus. É suficiente apresentar a verdade da Palavra de Deus ao povo. Notícias sensacionalistas são prejudiciais ao progresso de Sua obra.” [...]MPC 39.5

    “Agora vem a notícia segundo a qual declarei que Nova York deveria ser varrida por um maremoto. Isso eu nunca disse. Eu disse, ao olhar para os grandes edifícios que se erguem, andar após andar: ‘Que cenas terríveis ocorrerão quando o Senhor Se levantar para sacudir terrivelmente a Terra! Então, as palavras de Apocalipse 18:1-3 se cumprirão.’ Todo o capítulo 18 de Apocalipse é um aviso daquilo que sobrevirá à Terra. Mas não tenho luz especial a respeito do que sobrevirá a Nova York, mas sei que um dia os grandes edifícios que estão ali serão demolidos pela ação construtiva e destrutiva do poder de Deus. Pela luz que me foi dada, sei que a destruição está no mundo. Uma palavra do Senhor, um toque de Seu grandioso poder, e essas estruturas maciças cairão. Ocorrerão cenas cujo pavor não podemos imaginar.” [...]MPC 39.6

    “Há muitos com quem o Espírito de Deus está lutando. O tempo dos juízos destruidores da parte de Deus é o tempo de misericórdia para aqueles que não têm oportunidade de aprender o que é a verdade. O Senhor olhará para eles com carinho. Seu coração compassivo se comove, e a mão do Senhor ainda está estendida para salvar.” [...]MPC 40.1

    “Uma ocasião, achando-me eu na cidade de Nova York, fui convidada, à noite, para contemplar os edifícios que se erguiam, andar sobre andar, para o céu. Garantia-se que esses edifícios seriam à prova de fogo, e haviam sido construídos para glorificar seus proprietários e construtores. Erguiam-se eles cada vez mais alto, e neles era empregado o mais precioso material. [...]MPC 40.2

    “Enquanto se erguiam esses edifícios, os proprietários se alegravam com ambicioso orgulho de que tivessem dinheiro para empregar na satisfação do próprio eu [...]. Grande parte do dinheiro que assim empregavam havia sido alcançado por extorsões, oprimindo os pobres. No Céu se conserva registro de todas as transações comerciais; todo trato injusto, cada ato fraudulento, acha-se ali registrado. Virá o tempo em que em suas fraudes e insolências os seres humanos atingirão o ponto que o Senhor não permitirá que transponham, e aprenderão que há um limite para a longanimidade de Jeová.MPC 40.3

    “A cena que em seguida passou perante mim foi um alarme de fogo. Os homens olhavam aos altos edifícios, supostamente à prova de fogo, e diziam: ‘Estão perfeitamente seguros.’ Mas esses edifícios foram consumidos como se fossem feitos de piche. Os aparelhos contra incêndios nada podiam fazer para deter a destruição. Os bombeiros não conseguiam fazer funcionar as máquinas.MPC 40.4

    “Fui instruída de que quando vier o tempo do Senhor, se não houver sido realizada mudança no coração dos soberbos, ambiciosos seres humanos, as pessoas descobrirão que a mão que fora forte para salvar, será igualmente forte para destruir. Nenhuma força terrestre poderá deter a mão de Deus. Não há como, na construção de edifícios, usar material que os preserve da destruição quando vier o tempo determinado por Deus para fazer cair sobre os seres humanos as retribuições do desrespeito à Sua lei e também da ambição egoísta (LS, p. 411-414 [1915; extratos de 1903, 1904, 1906]).MPC 40.5

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