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    Capítulo 12 — Ciladas dos pagãos — parte 1

    Sambalá, Tobias, e seus aliados não ousavam fazer guerra aberta aos judeus; mas com crescente malícia continuaram os seus secretos esforços para os desencorajar, perturbar e injuriar. O muro em torno de Jerusalém estava se encaminhando para a conclusão. Quando estivesse concluído e suas portas assentadas, esses inimigos de Israel não poderiam esperar forçar entrada na cidade. Estavam, pois, desejosos de fazer o máximo para deter a obra o quanto antes. Por fim imaginaram um plano pelo qual esperavam afastar Neemias, do seu posto e uma vez tendo-o em seu poder matá-lo ou aprisioná-lo.LVN 48.1

    Sob o pretexto de conseguir um acordo entre as partes em oposição, eles procuraram uma conferência com Neemias, e convidaram-no a se encontrarem numa vila na planície de Ono. Mas esclarecido pelo Espírito Santo quanto ao real propósito que tinham em vista, ele recusou. “Enviei-lhes mensageiros a dizer”, ele escreve: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” (Neemias 6:3). Mas os tentadores foram persistentes. Quatro vezes enviaram mensageiros com a mesma missão, e quatro vezes receberam idêntica resposta.LVN 48.2

    Verificando que esse esquema não funcionou, eles decidiram tentar um plano mais ousado. Sambalá enviou a Neemias um portador com uma carta aberta em que dizia: “Entre as gentes se ouviu e Gesém diz que tu e os judeus intentais revoltar-vos, pelo que edificas o muro; e que tu te farás rei deles segundo estas palavras; e que puseste profetas para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá. Ora, o rei o ouvirá, segundo estas palavras; vem, pois, agora, e consultemos juntamente” (Neemias 6:6, 7).LVN 48.3

    Fosse verdade que tais boatos estavam circulando, e teria havido motivos para apreensão; pois logo o informe teria sido levado ao rei, que poderia determinar as mais severas medidas ante uma leve suspeita. Mas Neemias estava convicto de que a carta era inteiramente falsa, escrita para suscitar seus temores e fazê-lo cair no laço. Essa conclusão foi fortalecida pelo fato de que a carta havia sido enviada aberta, evidentemente para que as pessoas pudessem ler o que continha e ficarem alarmadas e intimidadas.LVN 48.4

    Neemias prontamente enviou a resposta: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu, mas tu do teu coração o inventas.” Neemias não ignorava os ardis de Satanás. Ele sabia que o que se fazia eram tentativas de enfraquecer as mãos dos construtores, e assim frustrar-lhes os esforços. Ele se voltou à Fonte do poder com a oração. “Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos” (Neemias 6:8, 9).LVN 49.1

    Vez após vez, Satanás havia sido derrotado; e agora, com mais profunda malícia e esperteza, ele tramou para o servo de Deus um ardil mais sutil e perigoso. Sambalá e seus companheiros assalariaram homens que professavam ser amigos de Neemias, para que lhe dessem maus conselhos como se partissem do Senhor. O mais empenhado nessa obra iníqua era Semaías, homem anteriormente considerado de boa reputação por Neemias. Esse homem fechara-se numa câmara próxima ao santuário, como se temendo estar a sua vida em perigo, e Neemias foi até lá para entrevistar-se com ele, como alguém especialmente favorecido por Deus. O templo estava então protegido por muros e portas, mas as portas da cidade ainda não tinham sido postas. Fingindo grande preocupação pela segurança de Neemias, Semaías aconselhou-o a buscar refúgio no templo. “Vamos juntamente à casa de Deus”, ele propôs, “ao meio do templo, e fechemos as portas do templo, porque virão matar-te; sim, de noite virão matar-te” (Neemias 6:10). A destemida resposta de Neemias foi: “Um homem, como eu, fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo e viva? De maneira nenhuma entrarei” (Neemias 6:10, 11).LVN 49.2

    Tivesse Neemias seguido esse conselho traiçoeiro, estaria sacrificando sua fé em Deus, e teria aparecido aos olhos do povo como covarde e desprezível. Espalhar-se-ia o alarme entre o povo e cada um teria procurado sua própria segurança, ficando a cidade desprotegida, vindo a cair presa dos seus inimigos. Esse procedimento desavisado da parte de Neemias seria uma virtual entrega de tudo o que tinha sido alcançado.LVN 49.3

    Neemias não demorou a perceber o verdadeiro caráter e objetivo do seu conselheiro. “Conheci que eis que não era Deus quem o enviara”, ele diz; “mas esta profecia falou contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o subornaram. Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que eu assim fizesse e pecasse, para que tivessem alguma causa a fim de me infamarem e assim me vituperarem” (Neemias 6:12, 13).LVN 49.4

    Em vista da importante obra que ele tinha assumido, mais a integridade de seu caráter e a confiança em Deus que ele professava sentir, seria altamente incoerente para ele ocultar-se receoso. A preservação da própria vida não seria desculpa para tal comportamento. O infamante conselho dado por Semaías fora apoiado por mais que um homem de alta reputação, que, enquanto professando amizade por Neemias, estavam secretamente aliados com seus inimigos. As mulheres também, conquanto pretendendo haver recebido grande luz de Deus, venderam-se de maneira vil para servir à causa dos pagãos. Neemias orou para que Deus registrasse seus maus desígnios e os recompensasse de acordo com suas obras. — The Southern Watchman, 17 de maio de 1904.LVN 49.5

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